A presidente Dilma Rousseff respondeu, nesta quinta-feira (7), à crítica do seu principal adversário na disputa à reeleição, Aécio Neves (PSDB), de que o programa Mais Médicos tem prazo de validade. Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento organizado por centrais sindicais na capital paulista, ela fez um discurso inflamado com críticas aos tucanos.
— O Mais Médicos vai durar enquanto o povo brasileiro precisar dele, não tem prazo de validade. Só na cabeça de quem não tem sensibilidade social passa uma coisa dessas.
O programa é uma das principais bandeiras de campanha da petista e foi implementado quando o candidato do partido ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, era ministro da Saúde. Atrelar a imagem dele a Lula e Dilma é uma das cartadas do PT para tentar alavancar a campanha de Padilha, que tem cerca de 5% das intenções de voto no Estado.
A presidente se dirigiu a Padilha quando falou sobre o Mais Médicos, mas em nenhum momento ele subiu ao palanque. O candidato passou o evento todo na plateia, tirou fotos com sindicalistas e foi aplaudido, mas permaneceu longe dos holofotes.
O ato foi marcado para a manifestação pública de apoio das centrais sindicais à candidatura da presidente. De acordo com o PT, cerca de 4.000 pessoas estiverem presentes. Foi a primeira vez desde o início da campanha eleitoral que Dilma e Lula apareceram juntos publicamente em São Paulo. O tom dos discursos foi de exaltação aos programas governamentais e de “ameaça” de perda de direitos trabalhistas caso o PSDB vença as eleições.
Ainda em referência a Aécio Neves, que já afirmou estar disposto a tomar “medidas impopulares” caso seja eleito, Dilma afirmou que ele pode acabar com a política de valorização do salário mínimo.
— A politica impopular a que ele se refere é acabar com a valorização do salário mínimo.
Lula
O ex-presidente também pautou seu discurso na comparação entre petistas e tucanos. Com a voz mais rouca que de costume, ele explicou que estava com uma gripe “um pouco violenta” e que, por isso, falaria menos do que havia se planejado.
— O que essa gente não sabe é que o futuro deste País começou em outubro de 2002, quando os trabalhadores tomaram consciência e elegeram um metalúrgico não diplomado para ser presidente [...] Seus (de Dilma) adversários vivem prometendo um futuro que eles nem sabem o que é.
Na fala dos líderes sindicais apareceu ainda mais forte a ideia de oposição entre os projetos políticos de PT e PSDB, como se os primeiros representassem os interesses da classe trabalhadora e os outros, os dos patrões. Assinaram o texto de apoio a Dilma as centrais CUT, UGT, Força Sindical, NCST, CTB e CSB.





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