O candidato Aécio Neves já disse que, se vencesse as eleições, escolheria como homem forte da economia o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga. Isso significa que, entre outras coisas, a política de aumento real do salário mínimo (acima da inflação) deixaria de existir. Em entrevista dada ao jornal O Estado de S. Paulo, em abril deste ano, Arminio foi bastante claro em relação ao assunto. Perguntado sobre qual a melhor política para o salário mínimo, ele respondeu:
“O SALÁRIO MÍNIMO CRESCEU MUITO AO LONGO DOS ANOS.” -ARMINIO FRAGA, EX-PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL NO GOVERNO FHC E PRINCIPAL FORMULADOR DE POLÍTICA ECONÔMICA DO CANDIDATO AÉCIO NEVES
Abaixo, você pode ver o vídeo com o trecho sobre o salário mínimo na entrevista de Arminio ao Estadão:
A política de aumentos reais do salário mínimo, na opinião de especialistas, foi um dos principais instrumentos que levaram o Brasil a tirar 36 milhões de brasileiros da miséria nos governos de Lula e Dilma. No mês passado, a ONU anunciou que o Brasil finalmente deixou o mapa da fome no mundo. Acabar com os aumentos reais do salário mínimo, como sugere o guru de Aécio Neves na economia, põe em risco todos esses ganhos.
Arminio Fraga foi presidente do Banco Central no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Em sua gestão, a taxa básica de juros chegou a 45% ao ano. Foi a receita escolhida para a economia brasileira na época, o que acabou gerando taxas de desemprego recordes no Brasil, superiores a 12%. Era um recorde negativo: o Brasil tinha uma das mais altas taxas de desemprego do mundo. Apenas como comparação: é mais do que o dobro da taxa verificada no governo Dilma, que apresenta um recorde positivo, com uma das mais baixas taxas de desemprego do mundo. Em São Paulo, no governo do PSDB, o desemprego chegou a 20% naquele tempo em que Arminio mandava na economia do Brasil.
Mesmo aplicando juros tão escorchantes que dizimaram milhões de empregos, a política de Arminio Fraga e do PSDB na economia não conseguiu segurar a inflação: o índice de preços médio do governo tucano foi de 12,4% por ano, mais do que o dobro dos 6,1% do governo Dilma.





Nenhum comentário:
Postar um comentário