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sábado, 11 de abril de 2015

Nova pesquisa indica que aprovação de Dilma parou de cair

Pesquisa Datafolha publicada neste sábado, 11, mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) parou de cair.
Em relação ao levantamento anterior, em março, os números a respeito de seu desempenho no comando do país são bastante parecidos.



Para 13%, ela faz um governo bom ou ótimo, a mesma taxa apurada no mês passado. Para outros 60%, a administração é ruim ou péssima, só dois pontos a menos que o observado na pesquisa anterior.



A aparente estabilização da popularidade após um período de forte queda, porém, não pode ser considerada uma boa notícia para Dilma.
Primeiro porque esses patamares estão entre os piores desde o início de seu primeiro mandato, em 2011, e entre os piores mesmo na comparação com todos os presidentes desde Fernando Collor de Mello, o primeiro eleito pelo voto direto após a redemocratização do país.



A atual taxa de aprovação de Dilma só é comparável com os piores momentos dos ex-presidentes Itamar Franco (12% de aprovação em novembro de 1993, época do escândalo do Orçamento, na Câmara) e Fernando Henrique Cardoso (13% em setembro de 1999, quando a população sentia os efeitos da desvalorização do Real).



Na véspera de ser afastado da Presidência por um processo de impeachment, em 1992, Collor tinha 9% de aprovação –a pior taxa apurada em toda a série de pesquisas nacionais do Datafolha.



O segundo motivo é que a reprovação de Dilma por parte de 50% da população ou mais parece pulverizada. Ocorre em todos os segmentos estudados pelo Datafolha.



É assim entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, entre eleitores de todas as faixas etárias, dos mais aos menos escolarizados e ainda com todos os padrões de renda.



Também estáveis –e em patamares igualmente recordes e alarmantes– estão as expectativas em relação à economia. Para 78%, a inflação deverá aumentar no próximo período. Para 70%, o desemprego vai subir. E 58% acham que a situação econômica do país deve piorar. O Datafolha ouviu 2.834 pessoas; a margem de erro é de dois pontos.



Impeachment
A mesma pesquisa indica que 63% dos brasileiros apoiam a abertura de um processo de impeachment contra presidente Dilma, quando se consideram as revelações feitas até aqui pela Operação Lava Jato. A pesquisa também mostra que 64% dos entrevistados não acredita que Dilma será afastada em razão denúncias de corrupção da Lava Jato e que menos da metade dos entrevistados sabe que, caso Dilma saia, quem assume é o vice-presidente e que o vice é Michel Temer (PMDB). (das agências)



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Protestos
No que diz respeito às manifestações, 75% dos entrevistados pelo Datafolha apoiam os protestos contra Dilma. De acordo com o estudo, 57% culpam Dilma pelo escândalo na Petrobras, ao afirmarem que ela sabia da corrupção na estatal e deixou acontecer. Já outros 26% acreditam que ela sabia, sim, mas nada poderia fazer para impedir.

Quem substituiria?
A pesquisa aponta, ainda, que o desconhecimento acerca do que aconteceria depois de um impedimento é grande. No grupo dos que defendem a abertura do processo de cassação, só 37% sabem que quem assumiria o cargo de presidente seria o vice, Michel Temer (PMDB).
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